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O nosso próprio caso

Do zero a fonte da IA do Google

Em fevereiro de 2026, o aeobr.com.br era um domínio recém-registrado: nenhuma visita, nenhum link, nenhuma história. Oito meses depois, é uma das páginas que o Google usa para montar as respostas de IA sobre AEO no Brasil — e o ChatGPT manda leitores para os nossos estudos. Esta é a história de como chegamos lá, incluindo o que não funcionou.

Outubro de 2026 · Caracol AEO, uma empresa da Caracol Media

Toda conversa com cliente chega, cedo ou tarde, na mesma pergunta: "dá para uma marca que ninguém conhece aparecer no ChatGPT?" A resposta honesta é "depende do que você fizer". Mas resposta honesta não convence ninguém sem prova. Então decidimos fazer o teste com a nossa própria marca.

Em vez de colocar a AEO como mais uma página no site da Caracol Media, que já tinha história, criamos um domínio do zero. Sem atalho, sem autoridade herdada. Se o método funcionasse aqui, funcionaria em qualquer lugar.

Fevereiro e março · O ponto de partida

A primeira auditoria foi a nossa

A primeira coisa que fizemos com a nossa ferramenta de diagnóstico foi apontá-la para nós mesmos. O resultado foi desconfortável: o site que ia vender visibilidade em IA era, ele mesmo, quase ilegível para as IAs. Faltavam dados estruturados, as respostas estavam enterradas no meio do texto e nada dizia às máquinas quem éramos.

Score AEO · março
26 / 100
Score AEO · julho
99 / 100
A partir de abril · Arrumar a casa

Falar a língua das máquinas

Antes de produzir qualquer coisa nova, consertamos o básico. Marcamos a empresa, os serviços, os preços e as perguntas frequentes com dados estruturados. Liberamos explicitamente os robôs das IAs. Publicamos um llms.txt, o guia que os modelos de linguagem leem para entender um site, e abrimos um servidor MCP para que assistentes como o ChatGPT e o Claude consultem a nossa ferramenta diretamente. Reescrevemos as páginas para que cada uma respondesse à sua pergunta logo no primeiro parágrafo.

Nada disso aparece para o visitante. Tudo isso aparece para quem decide o que entra numa resposta de IA.

O desvio · O que não funcionou

Volume não é visibilidade

Fizemos o que quase todo mundo faz: publicamos muito conteúdo de blog, sobre todos os ângulos de AEO. Os artigos foram indexados e apareceram em buscas — mas quase ninguém clicou, e quase nada disso virou citação em IA.

A IA não cita quem escreve mais. Cita quem responde melhor a pergunta de quem está decidindo.

Foi o aprendizado mais caro do projeto, e o que mudou a nossa estratégia. Paramos de publicar em volume e passamos a perguntar: quais perguntas alguém faz antes de contratar? E quem, hoje, responde bem a elas?

Junho · A virada

Responder a pergunta de quem vai comprar

A pergunta mais óbvia do nosso mercado era também a mais mal respondida: "quais são as ferramentas de AEO no Brasil, e quanto custam?" As respostas existentes eram listas em inglês, com preços em dólar, escritas para outro mercado.

Publicamos um comparativo das ferramentas de AEO pensado para quem decide no Brasil: tabela, preços em reais, para quem serve cada uma e as perguntas que um comprador faz. Nos meses seguintes, essa página passou a ser usada pelo Google nas respostas de IA. Hoje ela é, sozinha, responsável pela maior parte das aparições do site nos recursos de IA do Google — quase cinco vezes mais que a página inicial.

Julho e agosto · Ter algo que só nós temos

Dado original vira citação

As IAs repetem o que já está em todo lugar. Para ser citado, é preciso ter algo que não está. Fomos medir o que ninguém tinha medido no Brasil: auditamos os maiores bancos e fintechs, os maiores e-commerces e perguntamos às IAs quais escritórios de advocacia empresarial de São Paulo elas recomendam.

Em agosto, publicamos o primeiro estudo científico de GEO em português, com dados e código abertos e registro com DOI. Foi aí que o ChatGPT começou a citar os nossos estudos e a mandar leitores para eles. Leitores de verdade: são as visitas mais longas do site, com gente lendo por mais de dez minutos.

Setembro · O resultado que importa

Quando a IA passa a indicar você

Visibilidade só vale se vira conversa. Em setembro, chegaram os primeiros pedidos de diagnóstico vindos de busca orgânica, sem anúncio. Um deles nos marcou: um escritório de advocacia de São Paulo, que chegou ao site vindo do ChatGPT, leu sobre nós e pediu a auditoria.

É exatamente a cena que vendemos aos nossos clientes: alguém pergunta a uma IA, a IA indica uma empresa, a empresa recebe o contato. Desta vez, a empresa éramos nós. Entre abril e setembro, a presença do site nas buscas do Google cresceu mais de cinco vezes — sem um real em mídia.

O que aprendemos — e aplicamos nos clientes

  1. Primeiro a base técnica, depois o conteúdo.Dados estruturados, robôs liberados e respostas no primeiro parágrafo. Sem isso, o melhor texto do mundo não é lido.
  2. Uma página que responde bem vale mais que cem que respondem mais ou menos.O nosso maior resultado veio de uma única página, feita para a pergunta de quem está decidindo.
  3. Dado original é o que a IA não encontra em outro lugar.Estudos próprios, abertos e citáveis transformam a marca em fonte.
  4. Meça o que importa.Aparecer na resposta, ser citado com link e virar contato. Impressão de blog não paga as contas.
  5. Seja honesto, inclusive sobre os concorrentes.A IA cruza fontes. Comparativo que só fala bem de si mesmo perde credibilidade, com o leitor e com a máquina.

A sua empresa é a próxima história

O primeiro passo foi o mesmo para nós: descobrir como as IAs leem o seu site. Rode o diagnóstico gratuito e veja o seu score em segundos.

Prefere conversar? Fale com a gente.